Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

e vem a vida....!

A vida é muita estranha, é bela algumas vezes, mas é estranha. A gente jura que nao vai se separar de fulano e sicrano coisa e tal, ai vem o tempo e... pumba! Muda tudo. E se ainda fosse num estalar de dedos, mas nao, as mudanças demoram, quer dizer pelo menos as ruins demoram! Diferentes das muito ruins que a gente acha que vai ficar cheia de rugas e nao vai acabar. As boas... bom, as boas é aquela coisa né, num instante acontece entao nem adianta falar delas porque claro sao boas e porque nao há o que lamentar. Entao voltemos as ruins e muito ruins e as juras e promessas.
Obviamente que eu já perdi as contas de quantas promessas desfiz e claaaaro nao me arrependo de algumas. Já pensou ter que namorar com alguem desprovido de intelectualidade a vida inteira? [sim, eu já fiz muitas burrices]. Mas o fato é que há promessas que voce simplesmente nao queria desfazer ai a vida vem de novo e... pumba! Faz uma merda daquelas. Tira algumas pessoas da vida da gente que nunca, nunca, nunca deveriam sair. Pessoas que a gente jurava que nao conseguiria viver sem e que quando elas se afastam se tem a certeza de que nao consegue viver sem mesmo. Que quer de volta, precisa ter. Pode ser egoísmo, pode ser o que for, mas eu chamo de amizade!




p.s.: escrito para Mateus, Juliana, Midia, Nayara, Mariana Albuquerque, Patrícia, Priscilla, Fernanda, Darlene, Meggie, Edy, Robson, Duan, Hans, entre outros.

Sábado, 28 de Março de 2009

Quando começa e acaba?

"Marina,
Escrevo-te hoje com muita dor, diferente das outras vezes em que te escrevi com amor, muito amor. Não que hoje, agora, não te ame mais. O contrário disso, sinto amor demais e portanto dor demais.
Na verdade nunca foi fácil pra mim te amar dessa forma, distante. Nunca imaginei que isso poderia contecer com alguém, muito menos comigo. Eu que condenava tal atitude! Talvez se eu tivesse acreditado que isso poderia acontecer eu teria pensado em como reagir. Mas não fui capaz e agora estou aqui reagindo de uma forma que eu não sei se é a certa.
Nunca soubeste o quanto desejei te ter, sentir o cheiro dos teus cabelos que de longe eu sabia que eram macios. Macios como a tua pele branca, rosa, vermelha, quente, úmida. Exalas desejo, Marina e sabes disso!
Por vezes sinto-me injustiçado por ti. Culpo-me por te amar, mas quem, Marina, nesse mundo inteiro não seria capaz de te amar? E tu sabe a resposta disso, sabe que ninguém seria capaz de não te olhar, de não te querer. Mas eu não poderia, eu que passo da idade de amar agora estou apaixonado por uma menina que talvez ainda nem tenha descoberto o amor.
Deixo-te ir, Marina. Você não pertence a mim. Nunca pertenceu!"




Qual a idade em que começamos a amar?
Qual a idade que paramos?
Existe?

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

E vai indo.

Engraçado como quando se esta apaixonada as coisas mudam. Eu sei que todo mundo diz isso, que as árvores ficam mais verdes, que a cor da manhã é outra e aquela coisa toda. Mas não é a essa baboseira que me refiro, é ao fato de você não conseguir dormir sem escutar a voz da pessoa com aquele reconfortante "eu te amo" no fim da ligação, é ao fato de quando se esta brigado sentir como se tivessem amputado uma parte do seu corpo, talvez a mais importante, é ao fato de você substituir vontades banais pelo desejo compulsivo e repetitivo de sentir aquele beijo apaixonado.
Nunca tive sorte com paixões, quando elas já não vinham estragadas um dos dois fazia esse favor, nunca duraram muito, só o tempo suficiente pra na marra eu descobrir que não dava mais pra continuar. Acredito as vezes que eu tenho alguma espécie de zica pra isso, um dedo podre, sei lá, mas nunca penso assim quando estou inaugurando uma nova paixão, sempre digo que dessa vez eu acertei e atualmente não é diferente, eu acertei mesmo. A diferença clara e marcante das outras é que agora eu consigo imaginar um futuro e sentir que ele é concreto e esperado por ambos... coisas da idade. Já me disseram que quanto mais velho mais besta você vai ficando e eu concordo, mas não acho ruim, a gente só aprende a não cometer os mesmos erros, no meu caso é tentar não cometer não sendo tão dura. Imaginar um futuro bom e com um percentual grande de felicidade não é nada anormal, pelo contrário, me deixa humana demais.

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

o vício vence!

Precisava comer doce... doces.. muitos, vários. Senão vários doces seriam muito cigarros, seguidos, inacabáveis cigarros, consumidos como se fossem doce. Pararia de fumar. Prometeu tava prometido! Mas não podia em hipótese alguma engordar. E agora? Academia? Ihh... o cigarro tinha tirado a resistência dela... a coragem já nunca teve! Mas, e agora? Café!!!!! Isso, café é sempre bom. Não, mas café da vontade de fumar e fumar não pode mais, ao invez de fumar come doce, mas o doce engorda...
Precisava de cigarro pra relaxar essa preocupação. Pronto, acendeu, resolvido!

Sábado, 27 de Setembro de 2008

eu me recuso, faço hora, vou na valsa.

Eu estava vendo um vídeo no youtube de um tango argentino, o casal dançava divinamente, sensualmente, como um bom tanto argentino (que eu nada entendo) deve ser. Minha mãe é que diz que se tem uma coisa que ela gostaria de aprender era a dançar, mas ela tem aquela frase feita de que não tem mais idade. Eu disse pra ela que a Nívia Maria dançou no Faustão, mostrou os seios e tudo (sem querer, claro, a Nívia Maria é uma senhora de respeito), mas eu acho que não adiantou muito, quer dizer, ela não se empolgou pra aprender a dançar... acho que eu não devia ter falado sobre a parte dos seios, talvez adiantasse. Já eu não, se tem uma coisa que eu queria aprender era a tocar gaita, acho lindo o som que ela produz e diferente da minha mãe eu não tenho um argumento pra explicar porque eu não vou atrás de aprender, eu só não vou, como uma pessoa comum que sou deixo tudo pra depois. Talvez quando eu estiver com a idade da minha mãe use o argumento de que não tenho mais idade pra aprender a tocar gaita pros meus filhos. Ou quem sabe eu tente aprender por esses dias... estou decidindo. Ah, amanhã eu penso nisso.
"E a gente repete que quer, mas não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez"
Oswaldo Montenegro

Domingo, 7 de Setembro de 2008

no bar!

Era o primeiro gole depois de uma semana sem álcool. Quente, seco, macio e suave, era assim que ele sentia deslizar ardentemente aquela dose. Sentia que naquele único copo afogava o estresse do trabalho, o estresse do casamento e o estresse dos filhos. Quantas vezes desejou que todos sumissem, quantas mais vezes além daquela? Naquela dose havia também a culpa. Culpa de não ser um bom profissional, de não ser um bom marido e um bom pai. Naquela dose havia tudo, menos qualquer ameaça de alegria. Alegria ele não tinha. Nem lembrava quando fora a última. Seria quando casou? Seria quando nasceu o primeiro filho? Talvez aquele momento fosse sua alegria, a dose lhe relaxando a mente, a respiração, os nervos, dando-lhe alguma espécie de calma. Ele precisava de calma, sempre precisou. Pediu mais uma dose, queria ter por uma única vez dois momentos seguidos de tranquilidade.

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Penso, logo existo?

Ando pensando demais, geralmente em coisas sem sentido. Eu sempre fui assim, as vezes eu só vivo, as vezes eu só penso. Não consigo prestar atenção, não consigo identificar pessoas ou participar de longas conversas, não sei o que acontece aos outros, as vezes eu não vivo, eu só penso. Geralmente em coisas sem sentido. Não tento arrumar nada, fica tudo bagunçado, tudo misturado, porque eu gosto é quando não tem sentido porque algum sentido tem. Eu gosto de não prestar atenção por estar atenta a outra coisa, gosto de não identificar pessoas por estar observando desconhecidos, gosto de ouvir conversas alheias e de não saber o que acontece aos outros, é que geralmente falta sentido nas coisas. Eu sempre fui assim, as vezes eu só vivo e muitas vezes eu penso só!